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A espiritualidade do Catequista

Tema 3.1 - A espiritualidade do Catequista: O que é mesmo Espiritualidade?

Com exemplo de vida e fé o catequista deve saber tocar corações e exemplificar aquilo que prega.

Espiritualidade tem muito a ver com o sentido que damos à vida, aos fatos e acontecimentos. A interpretação que damos a tudo o que vemos é fruto do tipo de espiritualidade que cultivamos.


O modo como encaramos as coisas e a leitura que fazemos da realidade depende do tipo de espiritualidade que cultivamos. Isso significa que a espiritualidade influencia a maneira de enxergar o mundo e as coisas ao nosso redor. Espiritualidade vem de Espírito, ou seja, uma força que envolve todo o ser da pessoa. Assim, espiritualidade é justamente o nosso modo de perceber o "espírito" do que acontece à nossa volta.


A espiritualidade nos faz entender o que há de transcendente ao nosso redor. Na vida do cristão, a espiritualidade é a vivência da fé sob o impulso do Espírito Santo. É deixar o Espírito Santo motivar, animar, impulsionar a vida pessoal, o relacionamento com os outros, a vida da comunidade, da família. O Espírito anima, impulsiona, provoca unidade, energia e ardor.


É o Espírito que faz o homem através do batismo tornar-se filho de Deus, e deixando-se guiar por Ele, torna-o capaz de entrar em diálogo, recebendo o convite à profissão de fé. Respondendo ao chamado, o coração se encherá do seu amor, provocando um estilo de vida. A espiritualidade faz com que eu deixe o Espírito Santo inspirar o meu modo de pensar e animar todo o meu agir.


Pela espiritualidade cristã assumimos um estilo de vida, um jeito de viver, um modo de estar no mundo. A espiritualidade cristã é a espiritualidade de Jesus, segundo seu Espírito. É viver a como ele viveu, fazer o que ele fez, viver o que ele viveu, assumir o seu projeto. É servir aos irmãos.


É comprometer-se com o Reino de Deus como Jesus se comprometeu. Somente a força de Deus, o viver segundo o Espírito, nos faz sair de nós mesmos para nos colocar a serviço de uma causa em favor da vida. Sem esse impulso de Deus é impossível realizar um serviço duradouro e comprometido com o seu Reino. Sem uma espiritualidade profunda, tudo vai perdendo o seu sentido.


O desânimo, o comodismo, a tristeza, o abatimento, a omissão vão invadindo e tomando conta de nossa vida. A espiritualidade nos torna dinâmicos, firmes na fé e perseverantes na missão de seguir Jesus Cristo. Assim, espiritualidade não é abstração, distanciamento dos fatos, da realidade, mas é viver, testemunhar e agir neles segundo o Espírito de Deus. Espiritualidade não é uma parte da vida, mas a vida inteira guiada pelo Espírito de Deus.


Quem deseja viver uma espiritualidade autêntica não pode ficar parado, fechado às moções, aos apelos do Espírito Santo, não pode fechar-se em si mesma ou nas suas convicções. O Espírito é sempre questionador, impulsionador, animador. Espiritualidade cristã é um estilo de vida que deve ser construído diária e permanentemente, é um exercício, um caminho de busca. É um itinerário na busca de Deus através de Jesus Cristo, no compromisso de gerar vida e justiça para todos. Vale lembrar que não há apenas um tipo de espiritualidade, mas várias espiritualidades.


Há a espiritualidade do leigo, do monge, do padre, da religiosa, do franciscano, do redentorista, do budista, do muçulmano, do catequista e assim por diante. E cada um tem uma espiritualidade que lhe é própria. Espiritualidade não consiste simplesmente na realização de exercícios devocionais religiosos, mas num modo de posicionar-se na vida e ver todas as coisas.


Já dizia o poeta Exupéry, no Pequeno Príncipe: “só se vê bem com o coração: o essencial é invisível aos olhos”. Pois bem, a espiritualidade consiste em olhar o mundo com os olhos do coração. A espiritualidade ajuda o catequista a ter maior intimidade com Deus, a crescer no seguimento de Jesus como seu discípulo e a viver com coerência seu projeto de vida cristã.


Uma comparação significativa: Poderíamos comparar a espiritualidade à raiz de uma árvore. Mas não basta uma espiritualidade se não houver uma mística própria. A mística é a seiva que vem das raízes e percorre toda a árvore. A Mística nos move para a realização do projeto de Deus. Ela dá sabor à espiritualidade.


O profeta Jeremias percebeu intensamente a mística do seu ministério: “Tu me seduziste Senhor e eu me deixei seduzir” (Jr 20,7-13). Ora, na mística, quem não se deixa seduzir por Deus acaba sendo seduzido por si mesmo. A oração é como que a folhagem da árvore. É ela que faz a árvore respirar e se manter sempre viva e verdejante.


Fonte: Diocese de Pouso Alegre/MG.

Estudo de formação - O Ministério do Catequista - CNBB95

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